na altura em que crescer me deixava angustiada, o doutor jeitoso perguntou-me o que mais gostava em mim. Enchi os pulmões de ar como se tivesse a resposta na ponta da língua. olhei-o nos olhos, de raspão. alguns segundos depois, soltei o ar preso no peito disfarçado com um sorriso.
Não sei- disse-lhe- não tenho.
e hoje cheguei a casa, e sem querer pensar sobre isso, sem saber sequer me que lembrava do doutor jeitoso, veio-me á cabeça uma coisa em que sou boa. aliás, veio-me á cabeça uma coisa em que sou a melhor: eu tenho a capacidade fantástica de amar desmedidamente.
Ana Paixão
2 ♥:
E é uma óptima capacidade porque a maior parte das pessoas não o consegue fazer. Não consegue amar incondicionalmente, perdidamente, desmedidamente.
Fico feliz por pertencer ao mesmo grupo e de nunca me ter arrependido de ser assim :)
fiquei encantada com este teu blog! li várias publicações e gostei mesmo, tens uma escrita cativante, simples mas que prende a atenção (:
vou seguir e certamente vou manter-me atenta a mais postagens! :)
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