Gosto de fazer histórias com ela e com ele, embora não saiba quem são. Não lhes quero dar nome. Não lhes quero dever nada. Se ela for só ela, e não for a Maria, ou a Teresa, pode ser – e há-de ser sempre – quem eu quiser. Uma adolescente de olhos claros. Uma velha que se sente só. Uma puta. E, com a mesma visão, ele poderá ser sempre um barbeiro, ou arrumador de carros, ou criança de seis anos.
Ele e ela, serão sempre quem eu quiser.
Ana Paixão

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